Veja as críticas sobre o filme

CRÍTICAS

"Quem rouba a cena no filme é a meia-irmã caçula de Daniel, interpretada por Caroline Guedes, que fez o público rir sempre que apareceu na tela. No livro, o papel do olhar crítico cabia à avó do protagonista, mas a diretora preferiu explorar a relação entre irmãos."
(Eduardo Tardin, UOL Cinema, 15/07/2009)

"O flerte com a ideia de uma mesma mulher dividida entre os dois amigos funciona como uma espécie de reedição de 'Jules et Jim', de François Truffaut. (...) Sem queimar sutiãs em praça pública, Ana Luiza Azevedo reposiciona a mulher no mapa amoroso. Mim, a personagem, não quer ter um amor só. Os homens não entendem isso!"
(Anna Virginia Balloussier, Rolling Stone, 16/07/2009)

"Ana Luiza conseguiu transpor para a tela com verdade e leveza o cotidiano de uma galera de cidadezinha. (...) Se à primeira vista pode parecer um filme teen, acompanhando aventuras, amizades e amores adolescentes (...), ANTES QUE O MUNDO ACABE revela-se aos poucos mais ambicioso e prova que, como o personagem Daniel, Ana Luiza amadureceu como diretora."
(Roger Lerina, Zero Hora, 16/07/2009)

"ANTES QUE O MUNDO ACABE revela boa dose de sinceridade na exposição do instável universo adolescente, graças ao frescor presente nos trabalhos dos atores, (...) boas tiradas do roteiro, narrado a partir da perspectiva da irmã menor do protagonista, e por determinados achados, como o esforço de Daniel em fazer uma montagem do pai desconhecido através das fotos que recebe."
(Daniel Schenker Wajnberg, Sítio Críticos.com.br, 17/07/2009)

"ANTES QUE O MUNDO ACABE trata de afeto, família, globalização, mas principalmente de responsabilidade. Graves questões éticas são colocadas sem que a diretora e seus corroteiristas abram mão da simplicidade - mas, atenção, existem formas e formas de ser simples."
(Luiz Carlos Merten, Agência Estado, 04/10/2009)

"O elenco é harmonioso, visivelmente bem preparado, contribuindo de maneira decisiva para a credibilidade dos personagens e das situações. O resultado é um filme a que se assiste com muito prazer, um sorriso no canto dos lábios, e uma lágrima no canto dos olhos."
(Celso Sabadin, 100% Vídeo, 12/04/2010)

"ANTES QUE O MUNDO ACABE respira. No trato com os personagens há um carinho e uma honestidade que arejam o filme. Nos olhos azuis pequenos de Pedro Tergolina, uma curiosidade típica dos jovens - algo impossível de antever em laboratório de roteiro e que se registra, assim como o imprevisível das fotografias, no calor do instante."
(Marcelo Hessel, Omelete, 13/05/2010)

"Há uma sensação de nostalgia que percorre o filme ANTES QUE O MUNDO ACABE. É uma melancolia de algo que está no limite, quase no fim. Isso não é por acaso. Afinal, o filme, que marca a estreia em longas de ficção da curtametragista Ana Luiza Azevedo, é sobre ritos de passagem, sobre jovens do interior gaúcho cuja adolescência está quase acabando e a passagem para a vida adulta é inevitável."
(Alysson Oliveira, Cineweb, 13/05/2010)

"É um encantador filme gaúcho, de uma veterana realizadora de curtas que acabou de dirigir uma série para a HBO. (...) É rural (feito no Sul, onde os campos são verdes e tudo fica muito mais fotogênico), romântico, alegre e muito agradável de ver. (...) Uma delícia. Recomendado."
(Rubens Ewald Filho, 13/05/2010)

"A película é uma verdadeira relembrança - para aqueles que já passaram - da época de adolescência, e uma gostosa aventura para aqueles que ainda a estão vivendo, misturando as fases que todo adolescente passa - independente da geração - com as novas visões dos adolescentes."
(Felipe Alves, Sala de Cinema/DC, 14/05/2010)

"Existem muitas coisas correndo perigo de extinção: ursos negros, tribos poliândricas... E filmes infanto-juvenis que ensinem algo além de coreografias e letras de músicas em inglês? A cineasta Ana Luiza Azevedo mostra que não, com ANTES QUE O MUNDO ACABE. (...) O título pode dar a entender que a história fala de catástrofes terríveis. Nada disso. Quer dizer, terrível e catastrófico é, mas só dentro de um mundo bem particular. O de Daniel (Pedro Tergolina) que, aos 15 anos, precisa lidar com hormônios e uma penca de problemas que se acumulam."
(Márcia Feijó, Diário Catarinense online, 14/05/2010)

"Quando se tem 15 anos e o mundo parece caber todo numa cidadezinha do interior gaúcho, qual o lugar mais longe com que se pode sonhar? Santa Maria? Porto Alegre? Nova York? Quem sabe a Tailândia? Essa é uma das inquietações que movem o protagonista do filme ANTES QUE O MUNDO ACABE."
(Marcelo Perrone, Zero Hora, 15/05/2010)

BLOGS

"Romance de formação sobre duas rodas, ANTES QUE O MUNDO ACABE reafirma a marca da Casa de Cinema de Porto Alegre em fabricar filmes bem acabados, inteligentes, de pegada pop sem abrir mão do tempero gaúcho."
(André Dib, blog "Quadro Mágico", 17/07/2009)

"Apesar da maioria da população ainda se locomover em bicicletas e o filme ter um ar que remete a uma vida mais pacata, é interessante notar que a tecnologia moderna não é deixada de fora; ela é representada pelo computador e aplicações da internet que já se tornaram lugar comum, como chats, Google Earth, sites de fotos e de busca (todos abrasileirados e adaptados de forma divertida)."
(João Solimeo, blog "Câmera Escura", 19/07/2009)

"No filme ANTES QUE O MUNDO ACABE, os dois 'aparelhos' mecânicos (bicicleta e câmera) se confundem e traçam a linha de ariadne na filosofia pessoal do adolescente Daniel Vaz. Como recorte de realidade, a bicicleta se contrapõe ao uso constante dos computadores por parte dos adolescentes da trama, e está em cena durante quase todo o tempo, para localizar o cenário em que se desenrola o enredo numa pacata cidade do interior gaúcho, que está antenada no mundo globalizado, mas não perdeu suas características interioranas. (...) Em dado momento do filme chega a fotografia, para fazer seu papel duplo. De recorte de realidade a meio de locomoção. No enredo bem articulado, o pai de Daniel que havia sumido desde o seu nascimento para fotografar o mundo lhe envia imagens, dizendo que quer restabelecer contato, mesmo morando na Tailândia."
(Blog "Polo de fotografia", 04/10/2009)

"Com uma história simples e muito bem escrita, o filme fala de reencontro, crescimento e separações. Narrado por Maria Clara, a esperta e muito curiosa irmãzinha do protagonista, a trama é apresentada sempre sob o olhar crítico e indagador de quem está na idade que não teme questionar, observar, descobrir. O elenco jovem está muito bem dirigido, o que dá um frescor incrível ao filme. No meio de tantas carinhas bonitas e talentosas, sobressai-se a impagável Caroline Guedes, que torna cada intervenção de Maria Clara na vida do irmão mais velho um momento de puro deleite. É muito legal ver um filme onde crianças e adolescentes parecem jovens reais e não adultos em miniatura."
(Erika Liporaci, blog "Artes e subversão", 04/10/2009)

"Pedro Tergolina, que já tinha demonstrado uma intimidade boa com a câmera no curta 'Gol a Gol', volta muito bem como Daniel e, sem exageros, transmite os sentimentos e as aprontações de um adolescente comum nos dias de hoje."
(Cecilia Barroso, blog Cenas de Cinema, 06/10/2009)

"O pessoal da Casa de Cinema de Porto Alegre consegue fazer essas coisas: produções com histórias novas, sem grandes pretensões filosóficas e com potencial comercial - mas nada de clichês fáceis demais, figuras globais chamando a atenção no poster ou qualquer outra saída molezinha pra estourar. E sempre conseguem colocar a cara dos gaúchos ali, nas gírias, nos hábitos dos personagens, mas de maneira natural, sem que isso afaste quem não é de lá."
(André Monnerat, blog "Don Robalo", 09/10/2009)

"São três adolescentes apaixonantes! Mas o maior envolvimento do público é com o protagonista Daniel. Difícil não sentir suas dores, alegrias, confusões e dúvidas. Para os adultos, assistir ao filme é um delicioso convite a mergulhar no passado e relembrar de fatos da adolescência. Depois, emergir cheios de compaixão pela própria fase nebulosa e pelos adolescentes nela inseridos."(Rosi Gonçalves, blog "É todo um rê-tê-tê", 04/05/2010)

"A história ambientada em uma cidade do interior retrata detalhes preciosos da cidade: o padre que é diretor da escola, a vizinha que leva os passarinhos para 'comer ar', o carteiro que conhece todos pelo nome. (...) ANTES QUE O MUNDO ACABE é um filme para adolescentes. Mas os adultos devem assistir porque vão se sentir totalmente inseridos, provocados e se você tem filhos, certamente vai ser convidado a refletir."
(Blog de Lígia Gastaldi, TVCOM/SC, 11/05/2010)

"O mau humor típico do adolescente é narrado por Maria Clara com sutileza e graça, a cada chegada em casa do irmão, ora agressivo, ora chato, ora insuportável, ora apaixonado, ora decepcionado, ora deprimido, ora crente de que vai morrer. (...) Mas a melhor sacada da trama é o pai distante, também chamado Daniel, que vive agora na Tailândia e resolve se comunicar com o filho que não conhece e que não o conhece, enviando cartas e fotos pelo correio."
(Antonio Carlos Egypto, blog "cinema com recheio", 12/05/2010)

"Humano é a melhor palavra para definir esse filme. É uma história sobre pessoas, com problemas de pessoas e, principalmente, muito sentimento. (...) E não tem jeito, filmes sobre pessoas precisam ter sentimento – não é a mesma coisa que fazer helicópteros explodirem ou coisas do tipo."
(Carlos Eduardo Corrales, blog "Delfos", 13/05/2010)

"O olhar é delicado, as coisas estão na medida. (...) Os personagens são pessoas comuns, sem cair em clichês. Até os papéis mais difíceis, falo em papéis sociais, como o do pai de criação, escolhem a direção oposta ao drama que normalmente envolve pais e filhos. Por que não ter uma família legal? Ana faz isso ser possível, sem ser piegas."
(Camila Gonzatto, blog "Lugares afins", 13/05/2010)

"Não é apenas no sotaque de seus atores que o filme é gaúcho. Tratando de temas universais e com situações que podem acontecer em qualquer cidade, a fita oferece aos espectadores de outros estados uma mistura de identificação próxima com uma viagem distante a outra terra – um dos objetivos mais bacanas do cinema."
(Edu Fernandes, blog "Cine Dude", 14/05/2010)

"O filme é leve, bonito e retrata com fidelidade os adolescentes modernos, cheios de problemas que lhes parecem insolúveis e que se sentem deslocados neste mundo adulto e cheio de regras. Mas mais do que apenas um filme sobre adolescência, Antes que o Mundo Acabe também é um filme sobre descobrimento, família, amizades e a noção confusa que temos sobre certo e errado."
(Paloma Rodrigues, blog "Judas dançarino", 15/05/2010)

Enviado por Anônimo em 29 de janeiro de 2012.

Fiquei impressionado com a naturalidade dos atores, a fotografia, a trilha sonora, a história, com a foto do time campeão do mundo em 1983 fixada na parede do quarto do Daniel, etc. O filme é muito bom. Não li o livro, mas adorei o filme. Parabéns a todos que se envolveram neste trabalho!
Renato Hofer Birmann