
[Gabriela Correa e Sophie Charlotte em cena de VIRGÍNIA E ADELAIDE]
COMÉDIA “QUEM TEM COM QUE ME PAGUE, NÃO ME DEVE NADA” ESTREIA NA FAIXA “NEGRITUDES NO CANAL BRASIL”
Portal TV e Streaming, 22/09/2026
Na próxima segunda, no dia 28 de setembro, o Canal Brasil estreia a comédia “Quem Tem Com Que Me Pague, Não Me Deve Nada” na faixa Negritudes. Em uma programação especial de 12 horas consecutivas, a maratona exibe este e outros oito títulos, como os longas “Eu Não Ando Só”, “Café com Canela”, “Ilha”, “Ainda Não é Amanhã”, “Virgínia e Adelaide” e “Tijolo por Tijolo”, todos os episódios da série “Navio do Sertão”, além do curta “Caminhos Afrodiaspóricos Pelo Recôncavo da Guanabara”.
Na grande estreia da faixa, “Quem Tem Com Que Me Pague, Não Me Deve Nada”, de Glenda Nicácio e Ary Rosa, o protagonista é Rodrigo Pandolfo como Henrique Garcia, um cineasta paulista frustrado com a carreira que enxerga em Cristian Mugunzá (Renan Motta), um fenômeno do pagotrap baiano, a chance de mudar de vida.
No documentário “Eu Não Ando Só”, a diretora mergulha na Festa de Nossa Senhora da Boa Morte, no Recôncavo Baiano, para evidenciar a força da vida em comunidade como prática de resistência, fé e cuidado coletivo. O documentário também está no DOC Canal Brasil (Prime Video). Já em “Café com Canela”, a dupla apresenta a história de mulheres atravessadas pelo luto e pela reconstrução de laços, em um drama sensível sobre afeto, memória e recomeço. Já em “Ilha”, os diretores contam a história de um jovem que busca realizar seu primeiro filme, em uma narrativa metalinguística que mistura humor e crítica social ao explorar questões de representação e marginalidade.
A maratona segue com os quatro episódios da série “Navio do Sertão”, de Patrícia Pinheiro, que resgata a história da comunidade quilombola de Navio, no Sertão da Paraíba, submersa na década de 1930 durante a construção de um grande complexo hídrico. Na sequência, o longa “Ainda Não É Amanhã”, de Milena Times, acompanha Janaína, jovem de 18 anos que mora com a mãe e a avó na periferia de Recife e, ao conquistar a oportunidade de estudar Direito, vê sua vida transformada, mas precisa lidar com uma gravidez inesperada que desafia seus planos e o futuro da família. Em “Tijolo por Tijolo”, de Victória Álvares e Quentin Delaroche, retrata uma família de Recife que enfrenta a perda de sua casa condenada por risco de deslizamento, desdobrando-se em meio à pandemia, a uma gravidez com busca por laqueadura no SUS e o trabalho da mãe como influenciadora digital para reerguer o lar.
Já no curta “Caminhos Afrodiaspóricos Pelo Recôncavo da Guanabara”, de Wagner Novais, uma viajante afrofuturista reúne dados para a criação de uma mitologia afrodiaspórica no território do Rio de Janeiro.
A programação encerra com o longa “Virgínia e Adelaide”, de Yasmin Thayná e Jorge Furtado, que ilustra a trajetória do encontro de duas mulheres que participaram ativamente da fundação da psicanálise no Brasil: Virgínia Bicudo (Gabriela Correa), uma mulher negra pioneira nos estudos sobre racismo no país que se tornou a primeira psicanalista brasileira, e Adelaide Koch (Sophie Charlotte), psicanalista judia que veio para o Brasil em fuga do regime nazista na Alemanha.
Negritudes no Canal Brasil
Horário: Segunda, dia 28/09, a partir das 20h (12 horas consecutivas de programação)
Quem Tem Com Que Me Pague, Não Me Deve Nada (2026) (100’) - Inédito
Horário: Segunda, dia 28/09, às 20h
Classificação: 14 anos
Direção: Glenda Nicácio e Ary Rosa
Sinopse: Quem Tem Com Que Me Pague, Não Me Deve Nada acompanha a História de Henrique um cineasta paulistano frustrado e Cristian Mugunzá um carismático cantor baiano de pagotrap. Quando a vida dos dois se cruzam em momentos tão diferentes, um mundo que antes era cinza se torna colorido e um tão solar e explosivo passa a entender sobre mais dinâmicas da vida. Assim uma amizade inseparável é formada. Enquanto Henrique exibe seus prêmios com orgulho, Cristian esbanja riqueza e carisma entre as massas. Quando Henrique falido decide dirigir um clipe do famoso artista popular, o encontro acontece e a fricção entre essas personalidades fortes geram gargalhadas e sorrisos emocionados diante de uma amizade que surge na tela.
Eu Não Ando Só (2021) (53’)
Horário: Segunda, dia 28/09, às 21h45
Direção: Glenda Nicácio
Classificação: Livre
Sinopse: O filme explora a Festa da Nossa Senhora da Boa Morte no Recôncavo Baiano e a potência da vida comunitária como expressão de resistência, fé e cuidado coletivo. A obra traz à tela a Irmandade da Boa Morte - formada por mulheres negras - e sua tradição reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial, tornando visível uma dimensão espiritual, histórica e afetiva de um patrimônio vivo na cultura afro-brasileira.
Café com Canela (2019) (100’)
Horário: Segunda, dia 28/09, às 22h40
Classificação: 14 anos
Direção: Ary Rosa e Glenda Nicácio
Sinopse: Após perder o filho, Margarida (Valdinéia Soriano) vive isolada da sociedade. Ela se separa do marido Paulo e perde o contato com os amigos e pessoas próximas. Um dia, Violeta (Aline Brunne) bate à sua porta. Trata-se de uma ex-aluna de Margarida, que assume a missão de devolver um pouco de luz àquela pessoa que havia sido importante para ela na juventude.
Ilha (2018) (98’)
Horário: Terça, dia 29/09, à 0h25 (madrugada de segunda para terça)
Classificação: 16 anos
Direção: Glenda Nicácio e Ary Rosa
Sinopse: Emerson quer fazer um filme sobre sua história na Ilha, apenas as partes mais importantes de sua vida naquele lugar, onde quem nasce nunca consegue sair. O plano começa, não há mais limites, afinal, cinema também é jogo.
Navio do Sertão (2025) (4 x 29’)
Horário: Terça, dia 29/09, às 2h (madrugada de segunda para terça)
Classificação: 10 anos
Direção: Patrícia Pinheiro
Sinopse: Série documental que resgata a história da comunidade quilombola de Navio, submersa no Sertão da Paraíba durante a construção de um grande complexo hídrico na década de 1930. A partir de depoimentos de cerca de 28 personagens, muitos descendentes daqueles que viviam em Navio antes do alagamento, a série reconstrói memórias, trajetórias e impactos sociais que atravessam gerações, evidenciando desigualdades no acesso a direitos como terra, educação e saúde. A obra reflete sobre deslocamento forçado, diáspora negra e resistência cultural, trazendo à tona uma narrativa pouco conhecida da história brasileira e destacando o papel das comunidades quilombolas na luta por reconhecimento e justiça social.
Ainda Não é Amanhã (2024) (76’)
Horário: Terça, dia 29/09, às 4h05 (madrugada de segunda para terça)
Classificação: 14 anos
Direção: Milena Times
Sinopse: O longa acompanha a vida simples de Janaína na periferia de Recife. A jovem de 18 anos mora com a mãe (Clau Barros) e a avó (Cláudia Conceição) e consegue uma oportunidade única de obter um diploma universitário para transformar a realidade da família. No entanto, a dedicada bolsista de direito é surpreendida com uma gravidez indesejada.
Tijolo por Tijolo (2024) (103’)
Horário: Terça, dia 29/09, às 5h25
Classificação: 12 anos
Direção: Victória Álvares e Quentin Delaroche
Sinopse: O filme acompanha uma família recifense que se esforça para reconstruir seu lar depois de evacuarem a antiga casa da família por risco de deslizamento. O documentário acompanha Cris e sua família, que saiu da casa que viviam às pressas porque o imóvel foi condenado. Tudo isso aconteceu no meio da pandemia de Covid-19 e durante a quarta gravidez de Cris, que luta para conseguir uma laqueadura pelo SUS. Na tentativa de reerguer o lar mesmo com tantas adversidades, Cris se dedica ao trabalho de influenciadora digital, compartilhando sua realidade com os seguidores.
Caminhos Afrodiaspóricos Pelo Recôncavo Da Guanabara (2024) (20’)
Horário: Terça, dia 29/09, às 7h10
Classificação: Livre
Direção: Wagner Novais
Sinopse: Uma viajante do tempo reúne dados para criar uma mitologia afrodiaspórica. Ela busca construir uma narrativa afrocentrada a partir de uma linguagem decolonial e uma experiência sinestésica de entender o mundo.
Virgínia e Adelaide (2025) (95’)
Horário: Terça, dia 29/09, às 7h35
Classificação: 14 anos
Direção: Yasmin Thayná e Jorge Furtado
Sinopse: Virgínia Bicudo, mulher negra, professora universitária e pioneira dos estudos sobre racismo no Brasil, torna-se a primeira paciente de Adelaide Koch, mulher judia, médica e psicanalista, que se muda para São Paulo em fuga da Alemanha nazista. Juntas, participam da fundação da psicanálise no país.
